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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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NAÇÕES DO ÁRTICO UNEM-SE PARA TRAVAR A PESCA COMERCIAL NA REGIÃO DO PÓLO NORTE

Mäyjo, 05.06.17

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Oito nações com território na região do Ártico assinaram um acordo para travar a pesca comercial nas águas do Pólo Norte. O documento, que foi assinado por países como os Estados Unidos, Rússia, Canadá, Noruega e Dinamarca, é uma resposta às alterações climáticas, que estão a provocar o derretimento do gelo no Oceano Ártico.

 

Estima-se que as águas árticas já não tenham stocks comerciais de peixe, mas o derretimento de gelo atrai vários peixes mais para norte, nomeadamente o bacalhau.

O acordo vai “evitar um problema antes do tempo”, indica o vice-secretário assistente de Estado para os Oceanos e Pesca dos Estados Unidos, David Balton, cita o Guardian. “Muito pouco é sabido sobre esta área oceânica”, acrescenta.

“As alterações climáticas estão a afectar os padrões migratórios dos stocks de peixe”, indica o ministro dos Negócios Estrangeiros da Noruega, Boerge Brende. De acordo com o governante, todos os países com território na região do Ártico têm a responsabilidade de proteger as águas internacionais, começam 200 milhas náuticas depois das respetivas costas.

O acordo foi negociado em Fevereiro de 2014 na Gronelândia e deveria ter sido assinado em Junho de 2015. As tenções entre a Rússia e a Ucrânia atrasaram, porém, a assinatura do documento.

Os Estados signatários do acordo querem agora que outras nações – como a China, Coreia do Sul, Vietname e todos os países da União Europeia – se comprometam a não pescar nas águas árticas.

Foto: drjerryfowler / Creative Commons

GOVERNO APROVA NOVO PROGRAMA NACIONAL DE TURISMO DE NATUREZA

Mäyjo, 02.06.17

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O Governo aprovou um novo Programa Nacional de Turismo de Natureza (PNTN) para substituir o de 1998, um documento que procura promover uma “maior disseminação” desta área turística em “estreita articulação com os objectivos da marca Natural.PT”.

 

De acordo com o Observador, que cita a resolução do Conselho de Ministros publicada hoje em Diário da República, o novo PNTN tem como objectivo principal a “promoção e afirmação dos valores e potencialidades” através de produtos e serviços “inovadores e sustentáveis”, quer a nível natural, quer a nível de desenvolvimento local e património cultural.

Criado em Agosto de 1998, o anterior PNTN tinha aplicação limitada às áreas protegidas, no âmbito do quadro comunitário de apoio 2000-2006 e do Sistema de Incentivos a Produtos Turísticos de Vocação Estratégica (SIVETUR).

Segundo a introdução do diploma, este plano “está parcialmente executado nas medidas que se propunha implementar e desatualizado”.

O novo diploma surgiu na sequência da evolução do enquadramento legal aplicável e do Sistema Nacional de Áreas Classificadas (SNAC), onde o “turismo deve ser sustentável a longo prazo”.

Para áreas do SNAC foi criada a marca Natural.PT, que passou a diferenciar “uma rede de produtos, serviços e destinos sustentáveis de excelência”.

O novo PNTN funciona na “dependência dos membros do Governo responsáveis pelas áreas do turismo e da conservação da natureza, em estreita articulação com os responsáveis pela área do património cultural”.

O acompanhamento e a monitorização de execução do PNTN são desenvolvidos por um grupo de trabalho, que deve apresentar um relatório anual até ao dia 15 de Fevereiro do ano seguinte.

Foto: São Miguel, Açores, por Anna / Creative Commons

LAGOA PEQUENA: UM EXEMPLO DA APLICAÇÃO DAS LEIS EUROPEIAS QUE PROTEGEM A NATUREZA

Mäyjo, 13.01.17

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Locais como a Lagoa Pequena apenas existem porque as diretivas europeias das aves e habitas protegeram estes paraísos. Mas elas podem estar em risco.

 

Situada em Sesimbra, a Lagoa Pequena é um local privilegiado de convívio com a Natureza, que pertence à Rede Natura 2000 e possui espécies emblemáticas como o camão, a garça-vemelha, a lontra, ou a rara planta ameaçada Armeria rouyana.

Este hotspot de biodiversidade dispõe de infraestruturas pensadas para a observação de aves, caminhadas curtas e piqueniques. É um local fechado mas que, através da aquisição de um bilhete com um preço simbólico, permite ao visitante passear e usufruir do convívio com a Natureza.

No entanto, segundo avisam organizações como a SPEA (Sociedade Portugal para o Estudo das Aves), Quercus ou LPN (Liga Portuguesa da Natureza), locais como este estão em risco. “A Comissão Europeia quer alterar as leis que protegem a Natureza. O que vai mudar ao certo ninguém sabe, mas sob o pretexto da crise económica sabemos que as alterações não serão favoráveis ao ambiente”, explicam as entidades.

Estas organizações fazem parte da denominada Coligação C6, plataforma de ONG de Ambiente portuguesas, que dinamiza em Portugal a campanha SOS Natureza.

Segundo o texto conjunto, o pretexto da actual conjuntura económica poderá fazer com o estado da Natureza a médio prazo na UE seja “dramaticamente afectado”. “Estas leis são vitais à conservação da Natureza e sem elas o ambiente deixará de ser como o conhecemos”.

Um paraíso na terra

A Lagoa de Albufeira, é constituída por três lagoas: a Grande, a pequena e a da Estacada e faz parte do concelho de Sesimbra, freguesia do Castelo. Rodeada por um pinhal, esta Lagoa é alimentada pela água doce das ribeiras da Apostiça, Ferraria e Aiana e pela água salgada do mar, quando o cordão dunar é aberto, normalmente à sexta-feira santa, ou perto da Páscoa.

Reserva Ecológica Nacional desde 1987, esta é uma zona de protecção ambiental e, por isso, tem vindo a crescer como habitat de várias espécies, como aves, mamíferos e anfíbios, sendo hoje um ponto de birdwatching com uma procura significativa. A lagoa Pequena e a lagoa da Estacada são classificadas como Zona de Protecção Especial (ZPE), Sitio de Interesse Comunitário e Sítio Ramsar e têm também excelentes condições para a prática de vela, windsurf, kitesurf e canoagem. A zona do mar é também muito procurada na época balnear como praia e para a prática de surf e bodyboard.

“A zona da ZPE é uma zona essencial a toda a Lagoa e a sua importância vai desde ser parte do ecossistema, passando pela sensibilização ambiental que faz chegar às pessoas até aos benefícios económicos que trás a todos nós, que vivemos e trabalhamos nela”, diz Rui Meira, proprietário da Escola Meira Pro Center. “É demasiado óbvio o interesse que um local privilegiado destes pode trazer ao nosso concelho, sem esquecer que está a poucos quilómetros de Lisboa”.

Actualmente, encontra-se a decorrer uma consulta pública na Europa para saber o que os cidadãos pensam em relação às leis que protegem o ambiente e locais como este. A consulta estará online até 24 de Julho e os cidadãos podem participar em www.naturealert.eu.

Foto: Ana Meirinho / SPEA

REFORMA FLORESTAL: O QUE ESPERAR NO FUTURO?

Mäyjo, 27.12.16

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Para o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, a reforma da floresta não pode ser encarada como uma “solução imediatista”, devendo-se procurar medidas que possam ser aplicadas nas próximas décadas.

 

“Queremos dar o primeiro passo daquilo que sabemos que é um percurso que temos de percorrer nas próximas décadas, daí o esforço genuíno para conseguirmos o máximo de consenso possível para que o que consigamos construir agora não venha a ser desmantelado por qualquer Governo que suceda daqui a três, quatro ou cinco anos”, declarou Capoulas Santos durante a conferência “Visões para uma Floresta de Futuro”, no Porto.

Apostar na conservação dos ecossistemas e dos recursos naturais, para garantir uma floresta “adaptada à futura sociedade e resiliente às mutações ambientais e socioecómicas” é uma das metas quando se fala numa ideia de floresta para o futuro. Para conseguir esta mudança, Capoulas Santos defende que a reforma em curso quer eliminar alguns dos principais entraves à sustentabilidade da floresta em Portugal, entre eles a gestão activa e profissional e o ordenamento do território.

“Para a gestão é preciso criar estímulos e incentivos para que seja atractivo gerir a floresta e isso só acontecerá se houver rentabilidade, mas a rentabilidade e atracção de capitais existe se houver minimização dos riscos”, salientou o ministro da Agricultura.

Capoulas Santos defende assim que “a prevenção estrutural, na área da defesa da floresta contra incêndios, apresenta muitos exemplos de oportunidades de melhoria na eficiência de utilização de recursos, sobretudo no que respeita à gestão das continuidades de combustível”, considerou.

Foto: Domingos Moreira / Creative Commons

 

HAMBURGO PROÍBE CÁPSULAS DE CAFÉ E GARRAFAS DE ÁGUA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Mäyjo, 28.03.16

 

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A cidade de Hamburgo, a segunda maior da Alemanha, vai proibir a utilização de cápsulas de café e garrafas de água nos escritórios e instalações de serviços públicos, de acordo com o jornal francês Le Monde.

A nova legislação faz parte de um documento de 150 páginas chamado The Guide to Green Procurement – “O Guia para as Compra Ecológicas”, em português. O documento revela, em detalhe, as medidas amigas do ambiente que deverão entrar imediatamente em vigor em todos os serviços públicos de Hamburgo.

Entre as 150 regras estipuladas pelo documento está a proibição de todo o tipo de embalagens descartáveis, garrafas de cerveja, pratos e talheres de plástico. O documento elimina também a possibilidade destes serviços utilizarem produtos de limpeza à base de cloro, ambientadores poluidores, para além de implementar regras muito rígidas no que toca à iluminação e encorajar os trabalhadores a utilizarem os transportes públicos.

Segundo o Le Monde, todas estas medidas pretendem acabar com os gastos de dinheiro público em produtos ou acção que possam acabar por poluir a região. Desta forma, os habitantes de Hamburgo – os mais ricos da Alemanha – vão financiar uma revolução verde naquela cidade.

Ainda de acordo com o jornal francês, estas novas medidas só foram possíveis graças à forte presença regional do Partido Verde alemão. Recorde os primeiros resultados do projecto Building SPP, financiado pelo programa europeu Life+ e que pretende promover as compras públicas sustentáveis na Europa. Em Portugal, o projecto é coordenado pelo LNEG.

Foto: Joe Shlabotnik / Creative Commons